7 boas práticas de segurança para evitar um novo caso Carrefour

Segurança Patrimonial
07/12/2020

Boas práticas de segurançaO vigilante é um profissional fundamental para a manutenção da segurança nas empresas, condomínios, bairros e comércio. A sua presença inibe a ação de criminosos e gera confiança nos cidadãos. Ao menos isso é o que deveria acontecer.

Em 2020, assim como em toda a história, testemunhamos alguns casos em que profissionais que deveriam proteger, se envolveram em atos de violência que culminaram, inclusive, na morte de pessoas.

Situações revoltantes como a do “caso Carrefour de Porto Alegre”, em que um cliente foi espancado até a morte por indivíduos despreparados para exercer a atividade de segurança, mostram a importância de um diálogo transparente sobre a necessidade de qualificação e profissionalização dos serviços de vigilância.

É importante ressaltar que os funcionários que praticaram o crime em Porto Alegre não eram vigilantes e sim fiscais de prevenção de perdas. Ou seja, não eram registrados na Polícia Federal, não passaram por curso de formação específico com reciclagem a cada dois anos e também não passaram por testes psicológicos conforme exigências legais, de acordo com a Lei 7102/83.

Isso ocorre porque tomadores de serviços, preocupados somente em redução de custos, procuram brechas para não cumprir as determinações legais e contratam empresas que aceitam esse tipo de situação. Os resultados podem ser catastróficos como vimos em Porto Alegre.

Para contribuir com esse momento de reflexão e tentar evitar que situações como esta se repitam, reunimos abaixo 7 boas práticas para gestão e treinamento da equipe de segurança. Confira:

1.Respeito, correção e retidão

O vigilante deve ser uma pessoa capacitada a zelar pela ordem nos limites do seu local de trabalho.

Entre as principais boas práticas da profissão, podemos dizer que vigilante deve exercer suas atividades com:

  1. Civilidade;
  2. Cortesia;
  3. Honestidade;
  4. Coragem;
  5. Autocontrole;
  6. Serenidade.

As próprias exigências estabelecidas pela Polícia Federal, órgão controlador da segurança privada no país, dizem que o vigilante deve ser pessoa de conduta reta. Ou seja, uma pessoa de confiança.

Ter autocontrole e estar capacitado para manter a serenidade no exercício de suas funções, especialmente em casos de agressão física ou verbal, é uma qualidade fundamental do bom vigilante. Técnicas de sufocamento para imobilização ou agressões violentas especialmente na região da cabeça são práticas inaceitáveis.

É nesse ponto que, infelizmente, estão algumas das maiores falhas cometidas por vigilantes despreparados e por empresas que prestam serviços de vigilância sem ter a qualificação apropriada para tal.

2. Atenção e destreza

Além do aspecto moral, o vigilante é uma pessoa que deve estar o tempo todo alerta. É preciso que ele tenha o controle da situação local, observando todo perímetro como forma de prevenção e inibição de ocorrências.

Portanto, podemos dizer que a atuação do vigilante é principalmente de caráter preventivo, de modo a inibir, dificultar e impedir qualquer ação criminosa. Para isso, ele precisa:

  1. Nunca abandonar o posto de trabalho;
  2. Evitar chegar atrasado;
  3. Manter a postura profissional, sem distrações;
  4. Observar atentamente toda movimentação do seu entorno.

É fundamental para um bom vigilante, se manter focado na execução do cargo. Para isso, precisa ter a disciplina de evitar distrações como o uso de celulares, conversas paralelas e qualquer atitude que possa chamar a atenção.

3. Conhecimento e preparo

É imprescindível que o profissional que atue como vigilante tenha conhecimento técnico completo sobre sua função. Isto é, precisa conhecer os protocolos de segurança gerais – inerentes ao curso de formação.

Mas ele também deve conhecer aspectos de outros temas, mais específicos, mas primordiais à profissão, como:

  1. Primeiros socorros;
  2. Prevenção e combate a incêndios;
  3. Legislação aplicada;
  4. Relações humanas no trabalho;
  5. Direitos Humanos.

No que diz respeito aos protocolos de segurança, o vigilante deve passar por treinamentos de capacitação. Ele deve compreender questões básicas da profissão para saber os eventos e comportamentos que competem a sua função ou não. Como por exemplo:

  1. Não realizar abordagens em ambiente público ( fora do espaço privado);
  2. Não cometer atos de discriminação ( sexo, cor, preferência sexual, religião);
  3. Não portar armas em espaço público ( exceto segurança pessoal);
  4. Acionar a polícia ao sinal de risco;
  5. Não praticar a revista em pessoas do sexo oposto.

No exercício de sua função, o uso de força física e/ou armas deve ser evitado a qualquer custo e somente utilizado em casos de legítima defesa. Nesses casos, sempre que possível, a Polícia Militar deve ser acionada..

4. Capacitação técnica e legal

A vigilância patrimonial é uma atividade autorizada, controlada e fiscalizada por um departamento específico da Polícia Federal.

Para exercer a função, o profissional precisa passar por um Curso de Formação de Vigilantes, que é ministrado por escolas autorizadas pela própria Polícia Federal. Após formado, o profissional deve ainda realizar cursos obrigatórios de reciclagem a cada dois anos e passar por testes psicológicos específicos.

Além disso, recomenda-se que as empresas que prestam serviços de vigilância e segurança realizem capacitações complementares. Testes psicológicos, entre outras avaliações, são realizados durante o processo de recrutamento e seleção, que deve ser rigoroso. Após contratado é também essencial que esse profissional seja orientado por uma supervisão atuante e experiente.

5. Discrição

Outra característica fundamental para a profissão é a discrição. O bom vigilante deve ser aquele profissional discreto, que passa serenidade e controla o ambiente.

Ele também precisa manter sigilo sobre informações a respeito do local de trabalho para evitar que dados sensíveis caiam nas mãos de criminosos e pessoas má intencionadas.

Quem trabalha com vigilância deve compreender que a discrição é um elemento que anda de mãos dadas com a confiança.

6. Comunicação, apresentação pessoal e boa educação

Saber se expressar corretamente, sem gírias e erros de português, transmite confiança, autoridade e credibilidade, qualidades importantes para o vigilante.

É importante sempre se expressar de forma objetiva e pausadamente, com um tom de voz adequado – nem muito alto, nem muito baixo – garantindo que a pessoa entenda a mensagem transmitida.

A questão da apresentação pessoal também é um ponto muito importante. Estar uniformizado, com roupa limpa e asseada, com barba e corte de cabelo em dia e higiene pessoal impecável passam uma imagem de seriedade e profissionalismo

Além disso, um bom profissional de segurança também precisa saber escutar e ser capaz de ler com atenção. É importante sempre olhar e prestar atenção a quem está falando, não só por uma questão de respeito, mas para fazer com que a pessoa se sinta ouvida.

Tratar a todos com respeito e educação é uma prática muito importante para a profissão e evita que mal-entendidos aconteçam, além de situações mais graves.

7. Certificações e obrigações legais

De acordo com a Lei 7.102/83, somente empresas devidamente autorizadas pela Polícia Federal podem prestar serviços de segurança patrimonial armada e desarmada, utilizando profissionais capacitados e habilitados para exercer a função.

Se você está contratando um serviço de vigilância, certifique-se que empresa possui CRS (Certificado de Regularidade de Empresa de Segurança Privada).

Mas fique atento. Recentemente o SESVESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo) veio a público esclarecer que algumas empresas burlam a lei 7.102/83 ao contratar prestadores de serviço regulamentados na Polícia Federal mas que, no intuito reduzir custos, não fornecem vigilantes legalmente habilitados.

Segundo o SESVESP, “uma empresa com certificado autorizado pela Polícia Federal é contratada. Ao se avaliar o contrato conclui-se que está regular porque a empresa possui alvará de funcionamento. Na sequência, como ela tem uma área de ‘facilities’ ou outros serviços, ela efetua contratos com ‘outras nomenclaturas de segurança’, tais como: fiscal de piso, controlador, agentes de prevenção de perdas, dentre outros”.

Isso ocorre sob a anuência ou desconhecimento da empresa contratante, que muitas vezes acaba se preocupando mais com o custo do que com a qualidade e riscos do serviço que será prestado.

E a ASTER?

Nós, da ASTER, atuamos há mais de 16 anos prestando os serviços de segurança e vigilância armada e desarmada sob rígidos padrões de qualidade, com autorização da Polícia Federal.

Valorizamos demais o trabalho do vigilante, pois sabemos da pressão que sofrem diariamente nas suas tomadas de decisões. Não toleramos qualquer tipo de discriminação e acreditamos que todos, sem execeção, devam ser tratados de forma igualitária, com respeito e dignidade.

Nos preocupamos diariamente com a contratação, capacitação e orientação do nosso quadro de funcionários para que fatos lamentáveis como os ocorridos recentemente no país jamais aconteçam em nossos clientes.

É por isso que nossa equipe passa por treinamento intensivo e recebe acompanhamento técnico de supervisores de qualidade. O nosso compromisso é com a segurança e o bem-estar da sociedade!

Se você precisa de uma empresa para prestar os serviços de segurança com todas as certificações de classe e garantias de qualidade, nos dê uma oportunidade de te ajudar. Entre em contato agora e solicite um orçamento grátis. ASTER, fazendo por você, zelando pelo coletivo.